Acampando na Selva Baronense
Vamos descrever aqui, um pouco sobre como foi o nosso acampamento na mata fechada, longe de tudo e de todos, num local encontrado por nós onde ninguém jamais iria nos procurar.
Sabemos que todos nós, inclusive você que está lendo, sempre pensou em tirar um tempo e sair da rotina. Acima de tudo, para refletir. Possibilidades existem, estão por aí, e aqui vamos descrever sobre como foi a (digamos assim) aventura que fizemos acampando em meio a mata intocada em um local distante longe de tudo e de todos.

A idéia sempre partiu do Catafesta. E um dia combinado com Eduardo e Luiz, nos encontramos na casa dele, munidos do que ele havia nos descrito no dia anterior:
- Arroz
- Panela
- Sal
- Tomate
- Mochila
- Água
- Isqueiro
- Lanterna
- Facão
- Espingarda
- Garfos
- Copos
- Celular
- Bolachas
- Orégano
- cigarro
- linguiça
- e Muita força de vontade.
Não vamos descrever aqui locais, pois não são importantes de estarem descritos, mas sim o percorrer dessa aventura.
Saímos da casa do Catafesta de carona, até a chegada ao ponto X que foi o início de nossa jornada. Eram por volta das 15hs do dia 14 de abril de 2008.
Logo na chegada ao ponto X, verificamos todo o material para certificarnos de que não estaríamos esquecendo-nos de mais nada, então saímos.
Adentramos na mata a princípio por um pique que aos poucos se transformou na mata mais fechada que já enfrentamos.
Com pouco tempo para atingirmos o objetivo, sem saber para onde estávamos indo, nem quanto demoraríamos para chegar até onde queríamos, continuamos nossa incursão hora com tombo de alguém, hora com teias de aranha na cara, hora com parada pra descanso.
Por volta de 2km de caminhada por morros de mato virgem comuns da Serra Gaúcha, chegamos à uma gruta onde paramos para descansar e tomar água. Local maravilhosamente belo que já de quebra satisfez o esforço de ter chegado até lá.
Continuando morro abaixo por uma sangra, andamos por mais ou menos 2 km’s e encontramos plantações. Logo este não era o objetivo, portando seguimos mais acima e adentramos novamente na mata.
Já se iam duas horas e era hora de nos preocuparmos com um lugar para passar a noite. A sorte ajudou: O local perfeito, à beira de uma pastagem onde o gado com olhar fixo e curioso nos estudava: “Que são aquelas coisas azuis saindo do mato?”
Armamos acampamento: limpamos o território, procuramos lenha, aprontamos a fogueira, colhemos milhares de pinhões e esperamos até escurecer, conversando, para acendermos a fogueira, já que não era nossa intensão chamar a atenção pela fumaça.

Noite vinda, TOTAL ESCURIDÃO… SILÊNCIO ABSOLUTO…. NADA SE VIA… NADA SE OUVIA… APENAS O BARULHO ENSURDECEDOR DO SILÊNCIO DA MATA.
Apenas sabíamos que não estavamos sozinhos ali. Apenas sabíamos que tínhamos um ao outro em caso de qualquer necessidade.
Reflexão total. E é impressionante como é confortante o silêncio do nada. Nenhum carro, nenhum telefone, nenhum rádio, ninguém.
Até que, a fogueira foi acessa, o que de cara jogou muita fome em nossos estômagos.

Fogueira acessa, o rango: Arroz, cebola, tomate, sal, linguiça… Preciso dizer que o carreteiro ficou maravilhosamente bom?
Comemos, curtimos revendo histórias passadas, possibilidades, espectativas, mas sempre, por mais que tentássemos quebrar o silêncio e julgá-lo como incomodo, ele era, sem sombra de dúvidas a melhor parte de nossa aventura.
Ficando tarde da noite, o frio chegou, a terra esfria, o mato úmido não tem mais o sol sobre as folhas das árvores pra aquecer.

Incomodados pelo frio, vento e pessoas que não entendem o real sentido de precisar se sentir em paz, acabamos seguindo pela mata, encontrando uma trilha, saímos até a casa do Luiz, onde seu pai Jaime nos levou para nossas casas para a rotina antiga e já bem conhecida por todos.
Enfim, não mudamos o mundo, não mudamos a rotina depois dessa aventura, mas sem sombra de dúvida não fomos mais as mesmas pessoas!
O sentimento e a lembrança que ficou: Estamos quase lá, estamos sempre perto, mas precisamos enchergar isso! Precisamos tentar, abraçar! Lutar pela paz!!!
E a natureza é um prato cheio para isso… Portanto, recomendamos uma aventura dessas, responsável e bem pensada com no mínimo uma pessoa treinada profissionalmente para qualquer pessoa que gostaria de sentir uma sensação de paz indescritível no coração.
E consciência em povo: A natureza nos dá esse presente!!!! Se vocês optarem por ganhá-lo também! Sejam pessoas humanas!!! Não deixem lixo para trás, não estraguem a natureza… E com certeza ela estará pra sempre à sua espera.
Caminhamos por volta de duas horas e meia, nos aranhamos, machucamos, milhões de picadas de mosquito (menos o Luiz que levou um perfume brabo). Saímos com meia hora de caminhada até uma estrada pra encontrar um meio de ir pra casa. Mas querem saber?
VALEU A PENA!


cara uma das noites que mais marcou nossas amizades!!!passamops por coisas que só estando la pra saber…
o rango estava muito bom!!!
a noite estava linda apesar de fria
e estavamos muito longe de casa e tinhamos que caminhar muito sem contar que o bamby ja estava enchendo muito o saco…rsrsrs
precisamos acampar mais vezes!!!
ABRAÇOS
FODA PRA CARALHO!